Utopia - Thomas More.

Contexto Histórico da obra, suas influencias.

A Utopia não foi a primeira obra literária a "brincar" ideias políticas e (im)possíveis regimes: sonhar com uma vida melhor é uma parte inata do ser humano. Em 380 aC, Platão escreveu seu diálogo A República, no qual Sócrates descreve uma cidade-estado comunista e igualitária governada por reis filósofos chamados guardiões, composta por homens e mulheres. 

O período histórico da obra de More é marcado pela intensa transformação social. As navegações, o colonialismo e o contacto com culturas diferentes tornaram o ambiente social propicio.

A obra de More foi lançada apenas um ano antes da Reforma Protestante de Martin Lutero e três anos antes o escritor Maquiavel havia publicado O Príncipe, obra que é considerada oposta aos pensamentos de More.

More ter escrito a Utopia como uma obra ficcional foi uma maneira de tentar escapar à censura. Ainda assim, não deixou de ser um risco expôr suas críticas ao sistema político da época. Sua obra, tanto como ficção quanto como um ensaio sobre as possibilidades de um mundo mais justo, foi inspiração para muitos outros pensadores

Como A República de Platão, a Utopia de Thomas More é a criação de um membro "bem-intencionado" da classe alta com um plano. Na Utopia, a propriedade privada é abolida.

Acima de tudo, Utopia foi a tentativa sincera de criar uma sociedade justa, não uma que beneficiasse apenas os ricos.

  • As principais influências à obra de More

  • Humanismo;

 filosofia moral que coloca os humanos como os principais numa escala de importância, no centro do mundo. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade. 

  • Renascimento;

 intensa revalorização das referências da Antiguidade Clássica, que nortearam um progressivo abrandamento da influência do dogmatismo religioso e do misticismo sobre a cultura e a sociedade, com uma concomitante e crescente valorização da racionalidade, da ciência e da natureza. 

  • Epicurismo;

sistema filosófico que prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo, com a ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. 

  • Estoicismo;

É uma filosofia de eudaimonia e virtude pessoal, baseada num sistema sustentado pela lógica e pela prática de virtudes cardinais como forma de atingir uma vida ética de acordo com a natureza. Entre as bases estoicas destacam-se o auto-controlo de emoções como via para a apatia, a indiferença ao prazer e a valorização da virtude.

  • Platão;

A obra A República

  • Erasmo de Rotterdam;
  • Relatos das viagens ao "novo mundo".


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